Blog para reflexão sobre o uso da Língua Portuguesa e a sua relação com o meio - O texto como o centro do ensino da Língua Materna - Artigos sobre temas polêmicos do uso da língua - A integração das mídias na educação. Alfabetização e letramento -Técnicas de Produção textual...
domingo, 1 de março de 2020
sábado, 18 de agosto de 2018
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
RADIOEDUCA WEB : FERNANDO PESSOA e seus heterônimos: Alberto Caeir...
RADIOEDUCA WEB : FERNANDO PESSOA e seus heterônimos: Alberto Caeir...: Neste programa você irá conhecer um pouco mais sobre este singular e criativo poeta português, que alcançou prestigio e sucesso, nã...

terça-feira, 7 de agosto de 2018
RADIOEDUCA WEB : Apartir das 8h30min "AS CONFISSÕES" de JEAN - JA...
RADIOEDUCA WEB : Apartir das 8h30min "AS CONFISSÕES" de JEAN - JA...: PRODUÇÃO DE AUDIOLIVROS NA ESCOLA!!! - Que tal, PROFESSOR, propor uma produção de audiolivros de obras literárias aos seus a...
segunda-feira, 30 de maio de 2016
sexta-feira, 27 de maio de 2016
HIPERTEXTO - UM TEXTO DENTRO DO OUTRO?!!!
HIPERTEXTO é o termo que remete a um texto ao qual se agregam outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas, no meio digital denominadas hiperlinks, ou simplesmente links. Esses links ocorrem na forma de termos destacados no corpo de texto principal, ícones gráficos ou imagens e têm a função de interconectar os diversos conjuntos de informação, oferecendo acesso sob demanda às informações que estendem ou complementam o texto principal. O conceito de "linkar" ou de "ligar" textos foi criado por Ted Nelson nos anos 1960 e teve como influência o pensador francês Roland Barthes, que concebeu em seu livro S/Z o conceito de "Lexia", que seria a ligação de textos com outros textos. Em termos mais simples, o hipertexto é uma ligação que facilita a navegação dos internautas. Um texto pode ter diversas palavras, imagens ou até mesmo sons que, ao serem clicados, são remetidos para outra página onde se esclarece com mais precisão o assunto do link abordado.
O sistema de hipertexto mais conhecido atualmente é a World Wide Web, no entanto a Internet não é o único suporte onde este modelo de organização da informação e produção textual se manifesta.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
PRODUÇÃO DE AUDIOLIVROS NA ESCOLA!!!
- Que tal, PROFESSOR, propor uma produção de audiolivros de obras literárias aos seus alunos?!!!!
& Leia abaixo a reportagem publicada na revista A LÍNGUA PORTUGUESA em Dez/2011.
www.radioeducaweb.blogspot.com.br
Os audiolivros diversificam seus modelos de narração para atender não só a deficientes visuais, mas ao público habituado a novelas.
Os livros falados - ou audiolivros, para os íntimos - viraram uma indústria atraente. Só em 2009, movimentaram cerca de 900 milhões de dólares nos Estados Unidos, segundo a Associação das Editoras de Audiolivro, a APA (Audio Publishers Association), e no Brasil começam a tornar-se uma alternativa real para leitores e editoras, a ponto de o país amadurecer formas narrativas específicas para cada nicho de audiência.
O país tem motivos para esperar intenso movimento no mercado de livros falados nos próximos anos. E não só porque há o potencial interesse de 16,6 milhões de pessoas com algum grau de deficiência visual, das quais quase 150 mil se declaram cegas, segundo o IBGE. Leitores apressados, com vida agitada, pouco tempo ou suscetíveis à experiência sensorial das rádios e das telenovelas já se mostram ávidos por formatos acessíveis.
São duas experiências distintas de recepção de histórias - a do deficiente visual interessado na leitura descarnada em voz alta, centrada muito mais no teor do que é narrado, e a do ouvinte que busca histórias para escutar no supermercado, no trânsito congestionado, em casa com a família, e espera dramatizações com efeitos sonoros e um elenco de novela, como nos tempos áureos da Radio Nacional.
Marcelo Tas passou 20 horas gravando obras de Sedaris: audiolivro em nova fase no Brasil emergente.
Os livros falados - ou audiolivros, para os íntimos - viraram uma indústria atraente. Só em 2009, movimentaram cerca de 900 milhões de dólares nos Estados Unidos, segundo a Associação das Editoras de Audiolivro, a APA (Audio Publishers Association), e no Brasil começam a tornar-se uma alternativa real para leitores e editoras, a ponto de o país amadurecer formas narrativas específicas para cada nicho de audiência.
O país tem motivos para esperar intenso movimento no mercado de livros falados nos próximos anos. E não só porque há o potencial interesse de 16,6 milhões de pessoas com algum grau de deficiência visual, das quais quase 150 mil se declaram cegas, segundo o IBGE. Leitores apressados, com vida agitada, pouco tempo ou suscetíveis à experiência sensorial das rádios e das telenovelas já se mostram ávidos por formatos acessíveis.
São duas experiências distintas de recepção de histórias - a do deficiente visual interessado na leitura descarnada em voz alta, centrada muito mais no teor do que é narrado, e a do ouvinte que busca histórias para escutar no supermercado, no trânsito congestionado, em casa com a família, e espera dramatizações com efeitos sonoros e um elenco de novela, como nos tempos áureos da Radio Nacional.
Marcelo Tas passou 20 horas gravando obras de Sedaris: audiolivro em nova fase no Brasil emergente.
Já há no Brasil obras literárias exclusivamente em audiolivro, como A Família do Milênio e Em Redor do Fogo , do paranaense Domingos Pellegrini. E muitos produtos são elaborados como genuínas peças radiofônicas, com narradores-grifes e efeitos de estúdio. É o caso de Engolido Pelas Labaredas , do norte-americano David Sedaris, a ser lançado em 29 de março pela Nossa Cultura, com dez horas de duração e narração humorada de Marcelo Tas.
- O Sedaris é da minha idade, tem vocação para texto falado: ele foi comunicador de rádio e, o mais importante, tem talento para as palavras. Eu diria que ele é um serial killer que foi salvo pela literatura porque tem um humor que vê sempre o lado doente das pessoas. Ele ilumina as coisas mais loucas - avalia Tas, que ficou vinte horas em estúdio para a gravação do livro.
Os sinais de agitação do mercado se acentuaram ano passado, quando o Ministério da Cultura lançou edital de fomento à produção, difusão e distribuição de livros em formato acessível, com dez instituições selecionadas. A mais famosa, a Fundação Dorina Nowill para Cegos, tem 64 anos de atuação e disponibiliza gratuitamente 859 obras em áudio no catálogo de sua Biblioteca Circulante de Livro Falado para Cegos.
- O Sedaris é da minha idade, tem vocação para texto falado: ele foi comunicador de rádio e, o mais importante, tem talento para as palavras. Eu diria que ele é um serial killer que foi salvo pela literatura porque tem um humor que vê sempre o lado doente das pessoas. Ele ilumina as coisas mais loucas - avalia Tas, que ficou vinte horas em estúdio para a gravação do livro.
Os sinais de agitação do mercado se acentuaram ano passado, quando o Ministério da Cultura lançou edital de fomento à produção, difusão e distribuição de livros em formato acessível, com dez instituições selecionadas. A mais famosa, a Fundação Dorina Nowill para Cegos, tem 64 anos de atuação e disponibiliza gratuitamente 859 obras em áudio no catálogo de sua Biblioteca Circulante de Livro Falado para Cegos.
A leitura de obras literárias, nesse formato, existe há mais de quarenta anos e teria começado com o Instituto Benjamin Constant.
- Como havia escassez de materiais em braile, havia um professor do Benjamin Constant que organizava o "Clube da Boa Leitura" em que lia, para uma plateia de deficientes visuais, obras emblemáticas da literatura brasileira - diz a pesquisadora e atriz Ana Lúcia Palma.
AnaLu, como prefere ser chamada, há dez anos desenvolve capacitação de ledores pelo projeto Livro Falado, no instituto.
- A ideia da técnica é deixar que o cego faça sua viagem, sem se influenciar pela voz do outro. Não se imprimem muitas marcas na interpretação e se adota um modo expressivo que não é a leitura em branco e nem a dramatização. Não há sonoplastia, os estrangeirismos são soletrados e se faz a leitura de todas as partes do livro, como orelha, capa, contracapa e índice - diz ela.
Além de importante acervo de obras fundamentais do teatro, como Artaud, Tchecov e Stanislavski, o Livro Falado gravou, em parceria com a Academia Brasileira de Letras e a supervisão do tradutor Ivan Junqueira, a coleção Voz da Academia, com obras clássicas da literatura brasileira. Há pouco, o Instituto Benjamin Constant inaugurou estúdio próprio, o José Espínola Veiga, para ampliar a produção de audiolivros.
Ricardo (esq.) narrou histórias musicadas por abujamra, na Aymará: pedagogia no viva-voz
Dramatização
Em direção oposta à da leitura descarnada caminham as principais editoras do gênero, como a Rocco. Algumas das casas especializadas no gênero, como Nossa Cultura e a Audiolivro, têm perfil semelhante. Ambas nasceram em 2005 e enfrentaram a dificuldade inicial da comercialização em livrarias que não acreditavam no formato e nem sabiam como expor o produto. Agora praxe no ramo, os audiolivros das duas são criados em estúdios, com um elenco de atores e narradores profissionais e um diretor que prepara a obra antes de gravá-la. A sonoplastia pontua as dramatizações e "ajuda a criar o ambiente da história, como se fosse um filme, só que sem imagens", diz Marco Giroto, da Audiolivro.
Para Paulo Lago, da Nossa Cultura, não há um consenso sobre a melhor forma de narração, "a não ser quanto à sensação de conforto proporcionada por uma voz agradável". Em termos dramáticos, nem sempre a combinação da autoria com a leitura pelo próprio autor, por exemplo, soa perfeita.
- Sabemos que os títulos narrados pelos próprios autores agradam bastante, pois acabam aproximando-os dos seus leitores. Eu, particularmente, aprecio as obras narradas por eles - diz Lago.
A quase totalidade das obras disponíveis nas prateleiras é de versões de livros em papel, ou lançada simultaneamente aos impressos.
- Nos Estados Unidos cerca de 10% do catálogo de livros também existe em audiolivro, diferentemente do Brasil, que não chega a 1% - informa Giroto.
O mercado editorial, no entanto, busca a sabedoria do ouvir. Engatilha lançamentos em plataformas múltiplas ( Água para Elefantes , de Sara Gruen, deve ser lançado na mesma época em que o filme entrará em cartaz nos cinemas brasileiros) e estratégias de marketing sofisticadas ( Jesus Extraterrestre teve um book trailer muito acessado na web). Enxerga também o potencial pedagógico do formato.
Adaptações
A editora Aymará, por exemplo, lançou em 2010 uma coleção de seu programa Cidade Educadora. A editora responde pela adaptação de 44 livros em versão audiolivro.
- O programa já existe há cinco anos e compreende ações como a formação continuada de professores e o acompanhamento de agentes pedagógicos locais - conta a diretora do Centro Pedagógico da Editora, a professora Marta Morais da Costa.
Inicialmente, a proposta da editora era atender pedidos de livros falados para complementação dos materiais de educação especial já publicados com caracteres ampliados e em braile. Depois, o material passou a ser aplicado em séries de educação infantil e fundamental.
Na coleção, o escritor José Ricardo Moreira é o narrador entre sons de um sorveteiro, um pipoqueiro e um jornaleiro; ou entre as perguntas de uma Cecília, um Guido ou um Alfredo. As gravações falam de personagens das ruas e também de mula sem cabeça e outros mitos. As histórias são produzidas com atores, enriquecidas pela sonoplastia, agigantadas pelas músicas compostas por André Abujamra e esmiuçadas pelas atividades propostas no encarte que acompanha o CD.
- Ouvir uma história é a forma mais comum de termos contato com a literatura e com livros pela primeira vez, quando somos crianças. Por isso, não há nada de novo no audiolivro - diz José Ricardo.
Hábito
Lançados no fim de 2010, os audiolivros do programa da Aymará já foram avaliados com êxito em escolas da rede municipal de Eldorado do Sul (RS) e em Praia Grande (SP). A trilha sonora é contemporânea, apresenta variados ritmos e a teatralidade característica de Abujamra, sem excesso de sons incidentais concorrendo com a voz do narrador.
- A criança de hoje está em uma convivência cultural com imagens e sons de uma forma muito mais intensa que em outras gerações. Com os audiolivros, o professor passa a educar o ouvido para a voz humana; para os sons do mundo e da arte - diz a professora Marta.
Reproduzir algo da nostalgia de uma experiência sensória tradicionalmente popular, como o foi a da recepção da palavra radiofônica na metade do século passado, pode ser a chave do futuro do audiolivro no Brasil. Mas ouvir uma leitura nunca será o mesmo que escutar um programa de rádio, cheio de efeitos sonoros e atores com voz empostada. Talvez haja no próprio ato de ouvir histórias um desencantar da palavra, quem sabe como ocorre com os termos mágicos que precisam ser pronunciados para feitiços, ritos ou para dar forma a personagens e heróis, nas tribos do passado e nas salas de aula do futuro. Shazam, abracadabra, amém."
- Como havia escassez de materiais em braile, havia um professor do Benjamin Constant que organizava o "Clube da Boa Leitura" em que lia, para uma plateia de deficientes visuais, obras emblemáticas da literatura brasileira - diz a pesquisadora e atriz Ana Lúcia Palma.
AnaLu, como prefere ser chamada, há dez anos desenvolve capacitação de ledores pelo projeto Livro Falado, no instituto.
- A ideia da técnica é deixar que o cego faça sua viagem, sem se influenciar pela voz do outro. Não se imprimem muitas marcas na interpretação e se adota um modo expressivo que não é a leitura em branco e nem a dramatização. Não há sonoplastia, os estrangeirismos são soletrados e se faz a leitura de todas as partes do livro, como orelha, capa, contracapa e índice - diz ela.
Além de importante acervo de obras fundamentais do teatro, como Artaud, Tchecov e Stanislavski, o Livro Falado gravou, em parceria com a Academia Brasileira de Letras e a supervisão do tradutor Ivan Junqueira, a coleção Voz da Academia, com obras clássicas da literatura brasileira. Há pouco, o Instituto Benjamin Constant inaugurou estúdio próprio, o José Espínola Veiga, para ampliar a produção de audiolivros.
Ricardo (esq.) narrou histórias musicadas por abujamra, na Aymará: pedagogia no viva-voz
Dramatização
Em direção oposta à da leitura descarnada caminham as principais editoras do gênero, como a Rocco. Algumas das casas especializadas no gênero, como Nossa Cultura e a Audiolivro, têm perfil semelhante. Ambas nasceram em 2005 e enfrentaram a dificuldade inicial da comercialização em livrarias que não acreditavam no formato e nem sabiam como expor o produto. Agora praxe no ramo, os audiolivros das duas são criados em estúdios, com um elenco de atores e narradores profissionais e um diretor que prepara a obra antes de gravá-la. A sonoplastia pontua as dramatizações e "ajuda a criar o ambiente da história, como se fosse um filme, só que sem imagens", diz Marco Giroto, da Audiolivro.
Para Paulo Lago, da Nossa Cultura, não há um consenso sobre a melhor forma de narração, "a não ser quanto à sensação de conforto proporcionada por uma voz agradável". Em termos dramáticos, nem sempre a combinação da autoria com a leitura pelo próprio autor, por exemplo, soa perfeita.
- Sabemos que os títulos narrados pelos próprios autores agradam bastante, pois acabam aproximando-os dos seus leitores. Eu, particularmente, aprecio as obras narradas por eles - diz Lago.
A quase totalidade das obras disponíveis nas prateleiras é de versões de livros em papel, ou lançada simultaneamente aos impressos.
- Nos Estados Unidos cerca de 10% do catálogo de livros também existe em audiolivro, diferentemente do Brasil, que não chega a 1% - informa Giroto.
O mercado editorial, no entanto, busca a sabedoria do ouvir. Engatilha lançamentos em plataformas múltiplas ( Água para Elefantes , de Sara Gruen, deve ser lançado na mesma época em que o filme entrará em cartaz nos cinemas brasileiros) e estratégias de marketing sofisticadas ( Jesus Extraterrestre teve um book trailer muito acessado na web). Enxerga também o potencial pedagógico do formato.
Adaptações
A editora Aymará, por exemplo, lançou em 2010 uma coleção de seu programa Cidade Educadora. A editora responde pela adaptação de 44 livros em versão audiolivro.
- O programa já existe há cinco anos e compreende ações como a formação continuada de professores e o acompanhamento de agentes pedagógicos locais - conta a diretora do Centro Pedagógico da Editora, a professora Marta Morais da Costa.
Inicialmente, a proposta da editora era atender pedidos de livros falados para complementação dos materiais de educação especial já publicados com caracteres ampliados e em braile. Depois, o material passou a ser aplicado em séries de educação infantil e fundamental.
Na coleção, o escritor José Ricardo Moreira é o narrador entre sons de um sorveteiro, um pipoqueiro e um jornaleiro; ou entre as perguntas de uma Cecília, um Guido ou um Alfredo. As gravações falam de personagens das ruas e também de mula sem cabeça e outros mitos. As histórias são produzidas com atores, enriquecidas pela sonoplastia, agigantadas pelas músicas compostas por André Abujamra e esmiuçadas pelas atividades propostas no encarte que acompanha o CD.
- Ouvir uma história é a forma mais comum de termos contato com a literatura e com livros pela primeira vez, quando somos crianças. Por isso, não há nada de novo no audiolivro - diz José Ricardo.
Hábito
Lançados no fim de 2010, os audiolivros do programa da Aymará já foram avaliados com êxito em escolas da rede municipal de Eldorado do Sul (RS) e em Praia Grande (SP). A trilha sonora é contemporânea, apresenta variados ritmos e a teatralidade característica de Abujamra, sem excesso de sons incidentais concorrendo com a voz do narrador.
- A criança de hoje está em uma convivência cultural com imagens e sons de uma forma muito mais intensa que em outras gerações. Com os audiolivros, o professor passa a educar o ouvido para a voz humana; para os sons do mundo e da arte - diz a professora Marta.
Reproduzir algo da nostalgia de uma experiência sensória tradicionalmente popular, como o foi a da recepção da palavra radiofônica na metade do século passado, pode ser a chave do futuro do audiolivro no Brasil. Mas ouvir uma leitura nunca será o mesmo que escutar um programa de rádio, cheio de efeitos sonoros e atores com voz empostada. Talvez haja no próprio ato de ouvir histórias um desencantar da palavra, quem sabe como ocorre com os termos mágicos que precisam ser pronunciados para feitiços, ritos ou para dar forma a personagens e heróis, nas tribos do passado e nas salas de aula do futuro. Shazam, abracadabra, amém."
terça-feira, 17 de maio de 2016
PRODUÇÃO DE VIDEOCLIPES PELOS ALUNOS COM A TRANSCRIÇÃO FONÉTICA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
PROPOSTA ALTERNATIVA PARA O ENSINO DA FONÉTICA
As propostas de trabalho para o ensino da Fonética, oferecidas pelas gramáticas e pelos livros didáticos, privilegiam as exposições teóricas (orais e escritas), trazendo os conceitos prontos, de forma fragmentada e muito distante da realidade dos nossos alunos, levando-nos à constatação de que a metodologia que está sendo aplicada, e aquilo que está sendo ensinado não têm significado para vida prática dos educandos. O presente trabalho visa apresentar uma proposta alternativa para o ensino da fonética no 1º ano do Ensino Médio, com a produção de videoclipes pelos alunos, contendo a transcrição fonológica das letras da MPB (Música popular Brasileira) e na utilização das novas tecnologias digitais como ferramentas motivadoras e auxiliares para a construção do conhecimento em sala de aula.
domingo, 24 de maio de 2015
MINICURSO DE REDAÇÃO - PROFESSORA LUZA MAI
MINICURSO DE REDAÇÃO
http://alinguaportuguesaeotexto.blogspot.com.br/
Neste minicurso a professora Luza Mai apresenta de forma simples e sintética noções básicas para a produção de uma boa redação: dá sugestões sobre a linguagem apropriada e a estrutura dos parágrafos específicos que compõem este gênero textual - introdução, desenvolvimento e conclusão.
http://alinguaportuguesaeotexto.blogspot.com.br/
Neste minicurso a professora Luza Mai apresenta de forma simples e sintética noções básicas para a produção de uma boa redação: dá sugestões sobre a linguagem apropriada e a estrutura dos parágrafos específicos que compõem este gênero textual - introdução, desenvolvimento e conclusão.
sábado, 2 de maio de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
No Mundo da Luza: POEMA: A DOR NO AUTOCONHECIMENTO
No Mundo da Luza: POEMA: A DOR NO AUTOCONHECIMENTO: A DOR NO AUTOCONHECIMENTO Quando expandi minha consciência em relação às emoções, sensações e sentimentos das pessoas, Quan...
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
A mídia rádio como ferramenta potencializadora das habilidades e competências da leitura e da escrita na escola
A mídia rádio como ferramenta potencializadora das habilidades e competências da leitura e da escrita na escola
1.
Luza Mai Marques Seckler
O rádio como estimulante recurso no
processo de aprendizagem, capaz de potencializar situações que promovam e
estimulem a comunicação e a construção do conhecimento em sala de aula, através
da implantação de uma rádio escolar em todas as escolas do município de
Charqueadas.
Palavras-chave: rádio, escola,
leitura, escrita
Este artigo é fruto das ações que vem sendo desenvolvidas nas escolas de ensino fundamental de Charqueadas, através do "Projeto Radioeduca", de autoria da professora Luza Mai Marques Seckler, supervisora da SMED. O projeto visa a implantação de uma rádio nas escolas da rede municipal de ensino, como uma nova ferramenta para auxiliar no processo ensino-aprendizagem. O projeto vem sendo gradativamente incorporado ao cotidiano escolar, a partir de orientação e oficinas de capacitação ministradas pela professora Luza Mai com o corpo docente e discente dos estabelecimentos de ensino.
O uso da mídia rádio como ferramenta educativa no contexto escolar vai ao encontro do Projeto Político Pedagógico do município que é "Por uma Educação Transpessoal", que visa um currículo que atenda às necessidades da pessoa, da cultura e da sociedade de nosso tempo - necessidades econômicas, políticas, sociais, emocionais, éticas, ecológicas e espirituais. Esta proposta preocupa-se com a formação integral do ser humano, afirmando que para a sua realização plena é necessário levar , profundamente, em consideração os aspectos emocionais, psíquicos e espirituais do ser. Fundamentando-se também, no pressuposto de que para que haja uma aprendizagem significativa do indivíduo é necessário que ele esteja bem, emocionalmente, psiquicamente e espiritualmente religado com o todo e em harmonia com tudo o que o cerca.
Segundo McLeish (2001, p. 20) , o rádio desvia a pessoa de seus problemas e ansiedades, proporcionando relaxamento e lazer. Reduz os sentimentos de solidão, criando uma sensação de companhia, ampliando “experiência” pessoal, estimulando o interesse por assuntos, eventos e pessoas antes desconhecidos. Promove a criatividade e pode apontar na direção de novas atividades pessoais. Satisfaz as necessidades de educação formal e informal; capacita os indivíduos a exercitar o ato da escolha, tomar decisões e agir como cidadãos, em especial numa democracia, graças à disseminação de notícias e informações imparciais.
Trabalhar com projetos educacionais que envolvam a mídia rádio é potencializar as habilidades e competências da leitura e da escrita na escola, como podemos observar nos tópicos abaixo:
· O aluno ao escrever a “pauta do programa”, pode melhorar a linguagem escrita quando produz o roteiro de uma “radionovela’, ou “redige uma notícia”;
· Ao ler as notícias ou representar papéis de outras personalidades, o aluno pode desenvolver a expressão oral e a leitura, como também, ir perdendo a timidez, utilizando a expressividade da própria voz;
· O rádio pode ser utilizado como um recurso alternativo na “contação de histórias”, buscando estimular a atenção e o interesse pela leitura;
· Ao criar um “Programa de Entrevistas”, o aluno poderá refletir sobre a língua e seus diferentes usos. Comparar a linguagem das crianças com a dos jovens e a dos adultos, compreenderá o modo particular com que cada geração percebe, sente e articula suas experiências de vida e seus valores;
· A criação de um espaço na rádio para denunciar, expressar e comunicar a realidade, a necessidade de transformações sociais, desenvolverá no aluno a vontade de uma participação mais efetiva no seu meio;
· A divulgação de manifestações artísticas no ambiente escolar, na comunidade, bem como a apresentação de produções de músicas, poesias, contos de artistas e autores locais, farão com que os alunos valorizem um pouco mais a “arte” que está presente na sua comunidade;
· Os alunos poderão pesquisar sobre as categorias de rádios existentes, como: educativa, pública, livre, pirata, comunitária, restrita, comercial e virtual, e escolher uma delas para montar uma apresentação utilizando vários recursos de “multimídia” envolvendo imagem, som, vídeo e texto;
· Outro recurso que pode ser interessante, motivador e que envolve muita habilidade e inventividade é a criação do seu próprio programa de rádio.
Existem inúmeras vantagens de se usar essa mídia no processo educativo, mas não vamos enumerá-los agora. Faremos, então, um breve relato do andamento do projeto Radioeduca no município.
O município conta com dez escolas de ensino fundamental, mas apenas cinco destas, viveram ou vivem esta experiência no contexto escolar, após a apresentação do projeto. Isto ocorre devido ao pouco conhecimento e entendimento dos professores, dos alunos e de toda a comunidade escolar sobre as inúmeras vantagens e os benefícios que a utilização desse recurso pode trazer no processo ensinoaprendizagem. Nesse sentido a SMED tem feito, desde 2012, oficinas de capacitação para professores e alunos das escolas municipais, que incluem a produção e edição de programas radiofônicos.
Quando falamos em rádio escolar a primeira coisa que nos vem à mente é um veículo de transmissão de músicas e de informações, e não um recurso pedagógico efetivo e eficiente a ser usado em sala de aula pelos professores das diferentes áreas do conhecimento, como vimos nos tópicos acima.
É um trabalho a longo prazo e de difícil adesão, principalmente, pelos profissionais da educação, por exigir determinado conhecimento da mídia rádio, dos gêneros textuais que circulam neste meio, e da forma como esse recurso pode ser bem utilizado no contexto escolar etc. Enquanto isso, as rádios escolares, na sua maioria, funcionam como meros transmissores de informações e de músicas nos horários de recreio.
Entretanto, para quem tem uma visão mais ampla a respeito das potencialidades desse recurso, sabe que é preciso capacitar os professores e os alunos, para que se motivem e se engajem num projeto de construção de uma rádio na escola para que, além de músicas e informações, transmitam, principalmente, uma programação de qualidade, tendo como protagonistas os próprios alunos.
É por isso que a coordenadora do projeto RADIOEDUCA no município, coloca-se à disposição das escolas, realizando, conforme a demanda, oficinas de capacitação sobre a mídia rádio.
Enquanto isso, mantemos uma rádio na Web, 24h, para a transmissão de programas educativos, eventos das escolas, e de propostas pedagógicas, culturais e educativas, realizadas por esta secretaria, que envolve a produção de programas de rádio pelos professores e pelos alunos de diferentes escolas do município de Charqueadas que participaram das oficinas de formação oferecidas pela SMED.
Em síntese, através da rádio escolar podem ser construídos os mais variados tipos de programas, desenvolvendo habilidades de leitura e escrita, segundo a criatividade dos autores, tornando as práticas pedagógicas mais prazerosas e significativas para os alunos.
REFERÊNCIAS:
MCLEISH, Robert. Produção de Rádio: um guia abrangente de produção radiofônica. Tradução de Mauro Silva. São Paulo: Summus, 2001.
Sites:
- Blog Luza Mai : http://alinguaportuguesaeotexto.blogspot.com.br/
- Rádio Web SMED Charqueadas: http://radioeducaweb.blogspot.com.br/
sábado, 27 de dezembro de 2014
Curso "A Magia da Poesia" :
Curso "A Magia da Poesia" :
Professora Luza Mai Marques Seckler
VÍDEO 1: ABERTURA
PROGRAMA:
1 - Caracterização do gênero poético, de acordo com a função estética da linguagem;
2 - Como desenvolver inúmeras habilidades linguísticas orais e escritas, através do estudo das construções sintático-semânticas, fonéticas , morfológicas e gráfico espaciais de poemas.
3 -- Apreciação de poemas de diferentes autores de poemas infantis, e sugestões da forma como o professor poderá explorá-los em sala de aula.
4 -- Produção de material digital sobre o gênero poético: programas em áudio, com recitação de poemas, para serem exibidos na RADIOEDUCA WEB; livros em Power Point.
5 - Elaboração de um concurso de poesias na escola, para posterior participação no concurso municipal de poesias entre as escolas.
VÍDEO 2: O que´é poesia? O que é poema? Como se constrói um poema?
Do que tratam os poemas?
VÍDEO 3: As três Meninas - Cecília Meireles
VÍDEO 3: As três Meninas - Cecília Meireles
VÍDEO 4: Ritmo, Sonoridade, musicalidade estão presentes no poema...
VÍDEO 5 : Poesia é um texto? O que é um texto?
VÍDEO 6: Todo texto possui uma intenção, um objetivo...
VÍDEO 7: A disposição do poema no papel pode assumir diversas formas
VIDEO 8: A Poesia e as sensações
VÍDEO 9: FECHAMENTO
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
A mídia rádio como ferramenta potencializadora das habilidades e competências da leitura e da escrita na escola
Luza Mai Marques Seckler
O rádio como estimulante recurso no processo de aprendizagem, capaz de potencializar situações que promovam e estimulem a comunicação e a construção do conhecimento em sala de aula, através da implantação de uma rádio escolar em todas as escolas do município de Charqueadas.
Este artigo é fruto das ações que vem sendo desenvolvidas nas escolas de ensino fundamental de Charqueadas, através do "Projeto Radioeduca", iniciado em 2012, pela Secretaria Municipal de Educação, coordenado pela Supervisora de Língua Portuguesa Luza Mai Marques Seckler. O projeto Radioeduca é a implantação de uma rádio nas escolas da rede municipal de ensino, como uma nova ferramenta para auxiliar no processo ensino-aprendizagem e que deverá ser gradativamente incorporado ao cotidiano escolar, a partir de orientação e oficinas ministradas por esta secretaria com o corpo docente e discente dos referidos estabelecimentos de ensino.
O uso da mídia rádio como ferramenta educativa no contexto escolar vai ao encontro do Projeto Político Pedagógico do município que é "Por uma Educação Transpessoal", que visa um currículo que atenda às necessidades da pessoa, da cultura e da sociedade de nosso tempo - necessidades econômicas, políticas, sociais, emocionais, éticas, ecológicas e espirituais. Esta proposta preocupa-se com a formação integral do ser humano, afirmando que para a sua realização plena é necessário levar , profundamente, em consideração os aspectos emocionais, psíquicos e espirituais do ser. Fundamentando-se também, no pressuposto de que para que haja uma aprendizagem significativa do indivíduo é necessário que ele esteja bem, emocionalmente, psiquicamente e espiritualmente religado com o todo e em harmonia com tudo o que o cerca.
Segundo McLeish (2001, p. 20) , o rádio desvia a pessoa de seus problemas e ansiedades, proporcionando relaxamento e lazer. Reduz os sentimentos de solidão, criando uma sensação de companhia, ampliando “experiência” pessoal, estimulando o interesse por assuntos, eventos e pessoas antes desconhecidos. Promove a criatividade e pode apontar na direção de novas atividades pessoais. Satisfaz as necessidades de educação formal e informal; capacita os indivíduos a exercitar o ato da escolha, tomar decisões e agir como cidadãos, em especial numa democracia, graças à disseminação de notícias e informações imparciais.
Trabalhar com projetos educacionais que envolvam a mídia rádio é potencializar as habilidades e competências da leitura e da escrita na escola, como podemos observar nos tópicos abaixo:
· O aluno ao escrever a “pauta do programa”, pode melhorar a linguagem escrita quando produz o roteiro de uma “radionovela’, ou “redige uma notícia”;
· Ao ler as notícias ou representar papéis de outras personalidades, o aluno pode desenvolver a expressão oral e a leitura, como também, ir perdendo a timidez, utilizando a expressividade da própria voz;
· O rádio pode ser utilizado como um recurso alternativo na “contação de histórias”, buscando estimular a atenção e o interesse pela leitura;
· Ao criar um “Programa de Entrevistas”, o aluno poderá refletir sobre a língua e seus diferentes usos. Comparar a linguagem das crianças com a dos jovens e a dos adultos, compreenderá o modo particular com que cada geração percebe, sente e articula suas experiências de vida e seus valores;
· A criação de um espaço na rádio para denunciar, expressar e comunicar a realidade, a necessidade de transformações sociais, desenvolverá no aluno a vontade de uma participação mais efetiva no seu meio;
· A divulgação de manifestações artísticas no ambiente escolar, na comunidade, bem como a apresentação de produções de músicas, poesias, contos de artistas e autores locais, farão com que os alunos valorizem um pouco mais a “arte” que está presente na sua comunidade;
· Os alunos poderão pesquisar sobre as categorias de rádios existentes, como: educativa, pública, livre, pirata, comunitária, restrita, comercial e virtual, e escolher uma delas para montar uma apresentação utilizando vários recursos de “multimídia” envolvendo imagem, som, vídeo e texto;
· Outro recurso que pode ser interessante, motivador e que envolve muita habilidade e inventividade é a criação do seu próprio programa de rádio.
Existem inúmeras vantagens de se usar essa mídia no processo educativo, mas não vamos enumerá-los agora. Faremos, então, um breve relato do andamento do projeto Radioeduca no município.
O município conta com dez escolas de ensino fundamental, mas apenas cinco destas, viveram ou vivem esta experiência no contexto escolar, após a apresentação do projeto. Isto ocorre devido ao pouco conhecimento e entendimento dos professores, dos alunos e de toda a comunidade escolar sobre as inúmeras vantagens e os benefícios que a utilização desse recurso pode trazer no processo ensino-aprendizagem. Nesse sentido a SMED tem feito, desde 2012, oficinas de capacitação para professores e alunos das escolas municipais, que incluem a produção e edição de programas radiofônicos.
Quando falamos em rádio escolar a primeira coisa que nos vem à mente é um veículo de transmissão de músicas e de informações, e não um recurso pedagógico efetivo e eficiente a ser usado em sala de aula pelos professores das diferentes áreas do conhecimento, como vimos nos tópicos acima.
É um trabalho a longo prazo e de difícil adesão, principalmente, pelos profissionais da educação, por exigir determinado conhecimento da mídia rádio, dos gêneros textuais que circulam neste meio, e da forma como esse recurso pode ser bem utilizado no contexto escolar etc. Enquanto isso, as rádios escolares, na sua maioria, funcionam como meros transmissores de informações e de músicas nos horários de recreio.
Entretanto, para quem tem uma visão mais ampla a respeito das potencialidades desse recurso, sabe que é preciso capacitar os professores e os alunos, para que se motivem e se engajem num projeto de construção de uma rádio na escola para que, além de músicas e informações, transmitam, principalmente, uma programação de qualidade, tendo como protagonistas os próprios alunos.
É por isso que a coordenadora do projeto RADIOEDUCA no município, coloca-se à disposição das escolas, realizando, conforme a demanda, oficinas de capacitação sobre a mídia rádio.
Enquanto isso, mantemos uma rádio na Web, 24h , para a transmissão de programas educativos, eventos das escolas, e de propostas pedagógicas, culturais e educativas, realizadas por esta secretaria, que envolve a produção de programas de rádio pelos professores e pelos alunos de diferentes escolas do município de Charqueadas que participaram das oficinas de formação oferecidas pela SMED.
Em síntese, através da rádio escolar podem ser construídos os mais variados tipos de programas, desenvolvendo habilidades de leitura e escrita, segundo a criatividade dos autores, tornando as práticas pedagógicas mais prazerosas e significativas para os alunos.
MCLEISH, Robert. Produção de Rádio: um guia abrangente de produção radiofônica. Tradução de Mauro Silva. São Paulo: Summus, 2001.
Site da Radioeduca Web : www.radioeducaweb.blogspot.com.br
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)









